Os holofotes da imprensa capitalista-imperialista iniciaram a semana apontados para Hong Kong. Um movimento denominado “Occupy-Central” aparece fazendo grande alarde e clamando por “democracia” e “liberdade”, que estariam sendo negadas pelo governo central da China e o governo de Hong Kong. Tudo isso ocorre após o governo de Pequim apresentar uma lei que estabelece em Hong Kong o sistema de voto universal, mas com os candidatos previamente aprovados por um comitê estabelecido pelo governo central.
Essa medida logo foi interpretada por diversos líderes independentistas – ou pró-coloniais – como uma grave violação à soberania e a autonomia da ilha, que é uma Região Administrativa Especial, na qual é regido um sistema político e econômico diferente do praticado na China continental. O retorno de Hong Kong ao controle chinês ocorreu em 1997 e foi baseado nos princípios da política de “um país, dois sistemas” proposta por Deng Xiaoping e que deixou praticamente intacto o velho regime colonial existente, bem como os privilégios dos grandes capitalistas locais.
O estabelecimento de um novo dispositivo, uma “lei básica” que aumenta o grau de intervenção da RPC em Hong Kong, é visto com desconfiança por tais setores, já que ele representa uma maior interferência do governo central nos assuntos da ilha. Na prática, até mesmo as mínimas mudanças são encaradas com total desconfiança por tal setor, que sente saudades do passado colonial de Hong Kong. Para nós, fica claro que o movimento “Ocuppy-Central” não é um levante popular que luta verdadeiramente por direitos democráticos e contra as gritantes desigualdades sociais existentes em Hong Kong, muito menos representa um “levante das massas populares contra o revisionismo” da direção do Partido Comunista da China.
Qualquer observador atento pode ver que o movimento possui um forte caráter anticomunista, pró colonial e antichinês, ou seja, trata-se de um movimento que não reconhece em Hong Kong uma região como parte integrante da nação chinesa. A Casa Branca, por meio de seu porta-voz Josh Earnest, declarou “apoiar as aspirações dos manifestantes” e clama para que “não se repita Tienanmen”, fazendo referência aos acontecimentos de 1989. A URC, portanto, não endossará posições ingênuas que apoiam o movimento pró imperialista de Hong Kong tendo como pretexto a crítica ao revisionismo do Partido Comunista da China. Combatemos o revisionismo do PCCh e nos batemos pelo Marxismo-Leninismo-Maoismo, mas ao mesmo tempo defendemos a integridade territorial da República Popular da China e estaremos ao lado do país frente a qualquer investida do imperialismo estadunidense contra sua soberania.
UNIÃO RECONSTRUÇÃO COMUNISTA
São Paulo, 1º de outubro de 2014

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