quinta-feira, 1 de maio de 2014

Declaração por ocasião do Primeiro de Maio


Neste Primeiro de Maio de 2014, comemorando os 128 anos do Dia do Internacionalismo Proletário, o Brasil mantém sua efervescência diante das crescentes lutas levadas a cabo pela classe operária e as massas populares, cansadas da enorme exploração e opressão que o imperialismo, a burguesia burocrático-compradora e os latifundiários exercem sobre nossa nação. O capitalismo está respirando com ajuda de aparelhos. Por isso, é obrigado a arrochar cerco sobre os povos que lutam pela soberania ou pelo socialismo, como a Síria, a Coreia Popular e a Venezuela. Mesmo assim, estes países não se dobraram diante da truculência imperialista e se mantiveram firmes na causa da revolução do proletariado e da libertação dos saques e pilhagens dos monopólios transnacionais. Tais resistências, em nossos dias, honram as lutas de todos os trabalhadores que combateram pela consigna da liberdade, dos direitos mais triviais e pela paz, ao longo da história.

No dia 1º de Maio de 1886, a classe operária da cidade de Chicago estava em greve. Lutavam contra a burguesia para conquistar a jornada 8 horas diárias de trabalho. Quando os operários se lançaram em protesto pacificamente, a polícia – instrumento de repressão da classe dominante – os reprimiu violentamente, atirando contra os grevistas e deixando 11 mortes no mesmo instante, prendendo 8 operários, condenando-os à prisão perpétua e enforcando 4 pessoas. Por falta de provas e pela pressão popular, os operários Michael Schwab, Oscar Neebe e Samuel Fielden foram inocentados. Uma pessoa se matou durante o ocorrido. Todos estes combatentes martirizados da classe operária são e serão lembrados por todos os amantes da igualdade, justiça e paz.

O contexto em que a classe operária brasileira comemora o Primeiro de Maio de 2014 não é diferente do 1º de maio anterior. As lutas do ano de 2014 reproduziram a combatividade da classe operária de 2013, incorporando nestas também, agora, não somente o moderno proletariado industrial das usinas hidroelétricas, canteiros de obra e refinarias, como também os setores semiproletários e pequeno-burgueses das zonas urbanas, lançados para a luta espontânea devido à enorme opressão por parte do imperialismo estrangeiro e suas instituições nefastas (como a FIFA), dos grandes capitalistas, políticos corruptos e os militaróides fascistas.

Orientado pelo imperialismo norte-americano, o governo brasileiro vem aplicando verdadeiras "medidas de exceção" nas grandes cidades brasileiras e, principalmente, nas regiões periféricas habitadas pelas camadas urbanas mais pobres, com o intuito de garantir a ferro e fogo o "bom andamento" dos megaeventos - a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016. De acordo com as estimativas feitas pela coordenação nacional dos Comitês Populares da Copa, situar-se-ão na cifra das centenas dos milhares o número de pessoas despejadas para a construção de estádios, para o "embelezamento" urbano ou simplesmente para encarecer lotes terras para que os mesmos sejam vendidos por mais do que realmente valem. A catástrofe social se manifesta não somente nas remoções massivas como, também, nos bárbaros assassinatos feitos pela PM, BOPE, ROTA e demais braços armados do Estado brasileiro: a auxiliar de limpeza Cláudia Ferreira, morta ao ser arrastada por um carro dirigida por PMs, o dançarino Douglas Rafael, assassinado por policiais da UPP do complexo Pavão-Pavãozinho, Edilson da silva santos, deficiente mental morto durante a repressão policial a um protesto dos moradores do Pavão-Pavãozinho logo apos a morte de DG, o pedreiro Amarildo, torturado e morto por policiais da UPP da favela da Rocinha, a aposentada de 72 anos Arlinda Bezerra, assassinada por PMs da UPP do Complexo do Alemão, as três crianças mortas por PMs na ocupação do prédio abandonado da OI no Telerj, e entre tantos milhares de brasileiros assassinados pelo Estado burguês são recebidos com luto e combatividade, simultaneamente, pelas massas populares. As mesmas vão ao protesto às dezenas de milhares em defesa de suas condições de existência, moradia e meios de trabalho, incendeiam ônibus, carros da polícia e atacam instituições do Estado manifestando sua revolta contra os exploradores e opressores.

Particular destaque merece a combativa greve dos garis do Rio de Janeiro, que passou por cima do controle do Estado brasileiro e conquistou o salário-base de R$ 1,1 mil para a categoria. A greve tambem passou por cima do sindicato pelego que havia acatado a proposta do governo a revelia dos trabalhadores. Os garis obtiveram enorme apoio por parte da população carioca e, também, a nível nacional. A greve contribuiu enormemente para politizar os milhares de operários que nela participaram sob a consigna de que "só a luta muda a vida".

O capitalismo está agonizando em nível mundial. O que acontece no Brasil é nada mais que a ponta do iceberg da situação catastrófica em que se encontra o capitalismo no mundo todo, principalmente nos países centrais. Por conta da crescente deterioração do capitalismo, este afia mais e mais suas garras para esmagar e subjugar os povos que lutam por sua liberdade ou pelo socialismo.

Na Síria, os Estados Unidos, com a ajuda de seus lacaios no Oriente Médio, continuou a fornecer dinheiro e armas para os terroristas “sírios” em seu intento de derrubar o Governo anti-imperialista do Presidente Bashar al Assad. Os sírios, porém, seguem conseguindo vitórias e mais vitórias em sua luta contra os serviçais do imperialismo. Vendo que sua intentona imperialista estava começando a fracassar, o governo dos EUA ajudou ativamente os terroristas “sírios” em um ataque de falsa bandeira contra uma região residencial, em que utilizaram gás Sarin contra a população civil. Em seguida, as principais vozes do Imperialismo norte-americano (BBC, CNN, PSTU entre outros) culparam o governo anti-imperialista de Assad pelo ataque. Porém, a desconfiança da opinião pública foi grande, já que Assad se encontrava vitorioso na guerra e estava numa situação em que não se fazia sentido se utilizar de uma arma letal para causar comoção internacional. Semanas depois, tropas do Exercito sírio descobrem um depósito dos terroristas que continha gás Sarin armazenado, onde no rotulo se encontrava escrito "fabricado na Arábia Saudita". O intento de invasão da Síria por tropas da OTAN não teve apoio nem dentro dos EUA, onde a população foi as ruas contra mais esse ato imperialista de seu governo. A vitória do governo anti-imperialista de Assad está cada vez mais próxima e os terroristas seguem se enfraquecendo cada vez mais.

No oriente, o imperialismo está cada vez mais atiçando seus lacaios contra a Coreia Popular e a China, e incentivando cada vez mais o seu maior lacaio no extremo oriente – o Japão – a ressuscitar o militarismo pré-Segunda guerra e o crescimento de sua força militar para guerrear principalmente contra a China, que é atualmente a maior ameaça à hegemonia norte-americana no mundo, e a Coreia Popular, farol do socialismo no oriente e no mundo. Nas Filipinas e na Índia, seus respectivos partidos comunistas maoístas levam a cabo de maneira brava e corajosa suas revoluções contra o imperialismo norte-americano e seus governos vende-pátria locais, e conquistam crescente apoio da população e novas vitórias no campo militar contra as forças da reação.

Na América Latina, segue a desestabilização econômica e social contra os governos progressistas, principalmente na Venezuela, que apesar de tudo que sofre atualmente, se mantém firme e forte na luta, frustrando direitistas e terroristas midiáticos que diziam que o governo bolivariano não duraria sem Chavéz.

Na Ucrânia, o imperialismo alemão e norte-americano depõe o governo corrupto local que do dia pra noite resolveu não colaborar mais com o imperialismo. Essa deposição contou com a ajuda de grupos nazifascistas banderistas, que rapidamente tentam implantar sua pauta antissemita, anticomunista e russófobas em todo o país. Porém, o povo no leste da Ucrânia e da Crimeia resistiu e segue resistindo bravamente aos intentos imperial-fascistas dos Estados Unidos. Na Crimeia, a população, de origem predominantemente russa, decidiu se separar da Ucrânia e se reintegrar à Rússia. No leste da Ucrânia, em Donetsk, o Povo tomou a sede do governo local, declarando a independência da Ucrânia e proclamando a República Popular de Donetsk, de clara inspiração socialista.

Tudo isso mostra mais do que nunca que o capitalismo em nível mundial está caminhando para seu fim eminente. No Brasil, a gestão vende-pátria e pró-burguesa do PT já mostra claros sinais de decadência. Mais do que nunca, o movimento operário precisa seguir pelos firmes caminhos do marxismo-leninismo, que é o único caminho para a libertação de nossos grilhões semicoloniais. Para isso, necessitamos reorganizar o Partido Comunista do Brasil em nosso país. Tal é o objetivo da União Reconstrução Comunista, a união de todos aqueles que lutam para reorganizar o Partido Comunista e retomar a grandiosa Revolução Brasileira, abortada pelo revisionismo, o oportunismo e o reformismo.

Por um Primeiro de Maio dos Trabalhadores!

Viva aos povos em luta contra o imperialismo norte-americano!

Viva à luta do proletariado brasileiro!

Viva ao socialismo!

Proletários de todos os países, uni-vos!

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