"Pelo fato de a UDI assumir, em nome e em fato, a missão de derrubar o imperialismo, seu programa deve por como tarefa imediata a destruição do imperialismo japonês, inimigo jurado do povo coreano, e a conquista da independência e da libertação da Coreia, e ter como tarefa final a construçãodo socialismo e do comunismo na Coreia, derrubando no futuro todas as formas de imperialismo e construindo o comunismo pelo mundo."
(Kim Il Sung, em "Derrubemos o Imperialismo")
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| Reunião de fundação da União para Derrotar o Imperialismo, em 1926 |
No último dia 17 de outubro, o
povo coreano comemorou o aniversário de 87 anos da fundação da União para
Derrotar o Imperialismo. Numa data tão solene como esta, que marca a fundação
da primeira organização verdadeiramente Marxista-Leninista na Coreia pelo jovem
camarada Kim Il Sung, é de grande necessidade a união dos comunistas
brasileiros com os comunistas coreanos para celebrá-la internacionalmente.
O Presidente Kim Il Sung foi o
grande líder da Revolução Coreana, e grande construtor do movimento comunista
coreano.
No início do século XX, a
situação da Coreia era de bancarrota sem precedentes. Após passar quase todo o
século XIX combatendo de armas na mão os agressores estrangeiros (em 1876, o
bisavô de Kim Il Sung, Kim Ung U, liderou um levante popular em Pyongyang para
abater o navio norte-americano U.S. Sherman, que pretendia saquear a cidade), a
partir de 1910 o território da Coreia é anexado pelo Japão imperialista. A
nação coreana, possuidora de uma milenar tradição patriótica e de resistência contra
os agressores forâneos, amante do trabalho e conhecida por ser um dos berços da
Humanidade, é obrigada a se tornar, do dia para a noite, uma nação sem pátria e
sem território, submetida ao imperialismo japonês. Sem precedentes foram os
crimes cometidos contra o povo coreano, feitos somente para garantir os
fabulosos lucros dos reacionários monopolistas japoneses.
O Presidente Kim Il Sung, em
seu Memórias - No Transcurso do Século, já comentava que havia estado em vários
países coloniais pelo mundo. Contudo, não havia conhecido um colonialismo tão
bárbaro, assassino e feroz como o colonialismo japonês, que escravizasse a
nação "colonizada" a ponto de proibí-la, pela força bruta, de exercer
seu idioma e cultura nacionais milenarmente consolidados. Dezenas de milhares
foram os coreanos assassinados, torturados e presos simplesmente por se
recusarem a deixar de falar seu idioma nacional, ou a "niponizarem"
seus nomes. Historiadores coreanos demonstraram que, após 35 anos de tirania
colonial (1910-1945), cerca de 3 milhões de coreanos foram sequestrados à força
para trabalharem como escravos em obras públicas do Japão. 200 mil mulheres
coreanas foram sequestradas para servirem como "comfort women". Em
outras palavras, escravas sexuais do exército imperialista japonês.
O povo coreano lutou
heroicamente contra os opressores japoneses e a escravidão colonial através de diversas formas. No
início do século XX, foi fundado o Exército Independentista, com o objetivo de
se libertar a Coreia do domínio do imperialismo japonês. Contudo, a inexistência
de um programa claro de luta por parte deste exército, bem como ilusões
pacifistas e reformistas por parte de seus principais líderes, tornou-o
imediatamente uma força incapaz de apontar um correto caminho para a luta de
libertação do povo coreano. O Partido Comunista da Coreia, fundado em 1925, não
tardou em ser dissolvido em 1928, por conta da repressão do imperialismo
japonês e de rixas sectárias em seu seio.
Exaltamos altamente o jovem
Kim Il Sung (na época, usava ainda o nome Kim Song Ju) por ter sido o grande
dirigente a ter a mais correta posição diante de tais problemas tão complexos.
O próprio Kim Il Sung, precocemente, aos 13 anos de idade, chegou a integrar as fileiras
do Exército Independentista. Ao se desiludir com o caminho tomado pelos militantes
nacionalistas, diz ele, no manifesto de fundação da União para Derrotar o
Imperialismo:
"Como, então, devemos
lutar contra o imperialismo? Não devemos lutar da maneira como os ativistas
nacionalistas fazem. Em primeiro lugar, seus princípios e suas políticas possuem
sérias fraquezas. Como vimos na área de Huadian, eles pregam “restauração” da
soberania nacional. [...] Mas seu alvo é, em essência, restaurar a “monarquia”,
que representa os interesses de um pequeno numero de pessoas que compõe a classe
proprietária. Os nacionalistas estão tentando levar a cabo seus slogans não
convincentes através da pequena força de uma pequena elite, não através de um
movimento de massas envolvendo amplos setores da população. Com efeito, seus
slogans pela “restauração” da soberania nacional e seus métodos pequenos são
ineficientes para organizar e mobilizar as massas trabalhadoras e, de acordo,
são malsucedidas na luta contra o imperialismo.
Por conta de sua adoração às
grandes potências, os ativistas nacionalistas tentam conquistar a independência
com a ajuda de outros países, não através das próprias forças. Durante o
Movimento Primeiro de Março, os nacionalistas, que posavam de “representantes”
da nação, eram fascinados pela ilusão da “doutrina da autodeterminação
nacional” defendida pelo presidente norte-americano Woodrow Wilson e pregavam a
não-violência às massas, fazendo tolas tentativas de conquistar a
“independência” através de “petições” e se apoiando em forças estrangeiras, sem
sucesso. Apesar dessa enorme lição, os nacionalistas, ainda procuram a ajuda de
países maiores, ao invés de tentarem conquistar a independência através da
mobilização de nosso povo. Como acontece, os princípios dos ativistas
nacionalistas, suas políticas e atitudes nada tem em comum com os interesses do
proletariado que ocupa a imensa maioria da população. Os ativistas
nacionalistas são desunidos e se lançam em rixas fracionistas".
Por meio da luta concreta,
pelo método de ir às massas, aprender com elas e ensiná-las, lançando-as para a
luta, Kim Il Sung aprendeu com os erros dos nacionalistas e do movimento
comunista precedente, e tirou corretas conclusões para a construção de uma nova
organização que lutasse pela libertação nacional e social contra o imperialismo
japonês, pela futura construção do socialismo e do comunismo na Coreia e pela
derrota do imperialismo em todo o mundo. Ao contrário do movimento nacionalista
coreano, que pretendia conquistar a independência da Coreia sem um programa de
luta claro, por meio de "petições" ou de mendigar a independência do
país se apoiando em outras potências estrangeiras, ou do movimento comunista
coreano precedente, apartado da luta concreta das massas e infurnado em richas
sectárias sob a suposta "luta" para obter o reconhecimento da III
Internacional, Kim Il Sung formula a correta linha de que as massas são donas
da Revolução, e que a Revolução avança mediante a vontade a mobilização destas.
Consequentemente, a independência da Coreia dever-se-ia conquistar mediante a
moblização das próprias forças do povo coreano, sem quaisquer ilusões de que
países estrangeiros poderiam dar-lhe a independência de graça.
Tal conclusão, a mais avançada
do movimento comunista e patriótico coreano da época, seria o ponto de partida,
a base para a construção da Ideia Juche, ideologia do atual Partido do Trabalho
da Coreia, e que cumpriu um papel determinante em todas as vitórias do povo
coreano na luta anti-imperialista e pela construção do socialismo.
A União para Derrotar o
Imperialismo, que incorporou em sua linha política as grandes experiências de
luta do povo coreano contra seus opressores estrangeiros, incorporou também o
que houve de mais avançado na experiência de luta da classe operária
internacional. Sob influência de seu pai, o grande revolucionário Kim Hyong
Jik, que admirava a Revolução Socialista de Outubro, na Rússia, Kim Il Sung
inicia o estudo da Revolução de Outubro e das obras de Lênin. No manifesto de
fundação da União para Derrotar o Imperialismo, Kim Il Sung mostra a grande
necessidade de os comunistas e revolucionários estudarem profundamente a
experiência do proletariado russo, que derrubou o czarismo e fundou o primeiro
Estado de operários e camponeses na história do mundo. A Revolução de Outubro,
como o maior golpe já tomado pelo imperialismo até então, indicou um novo
caminho para a luta de libertação dos povos das colônias e semicolônias, e não
podia deixar de exercer grande influência entre o movimento revolucionário na
Coreia. Permitiu ao povo coreano avançar pelo genuíno caminho da independência
contra o colonialismo, evitando a dependência e a subjugação a qualquer
potência que seja. Kim Il Sung, mesmo sendo um jovem com apenas 14 anos de
idade, demonstra grande assimilação da teoria de Lenin sobre o imperialismo,
como bem demonstrado no manifesto de fundação da União para Derrotar o
Imperialismo: A contradição antagônica, incapaz de ser resolvida nos marcos do
capitalismo, entre o imperialismo e as nações oprimidas. O papel dirigente do
proletariado como a força mais avançada e consequente do movimento
anti-colonial, e a necessidade de que o proletariado dirija todas as forças
patrióticas, democráticas e nacionais para abater o bastião do imperialismo e
construir um regime democrático a serviço da construção de um novo país livre,
independente e soberano.
A União para Derrotar o
Imperialismo preparou terreno para a construção da futura União da Juventude
Comunista, das organizações de massas como a Associação para a Restauração da
Pátria e da construção da Guerrilha Popular Anti-Japonesa (depois, Exército
Guerrilheiro Popular Anti-Japonês, Exército Popular Revolucionário da Coreia e,
mais tarde, Exército Popular da Coreia). A Revolução Coreana, graças às sólidas
bases teóricas e práticas lançadas pela UDI, avançou pelo caminho da independência,
rechaçando os capachismos às grandes potências, consolidando a democracia
popular e construindo o socialismo.
A União para Derrotar o
Imperialismo, portanto, é um grande patrimônio não somente do povo coreano,
como de toda a humanidade trabalhadora. O povo coreano, que hoje caminha a
passos largos para a construção de uma nova e próspera potência socialista,
rica e feliz, não o conseguiria sem o grande esforço de seu principal líder, o
grande Kim Il Sung, em construí-la e em levar a Revolução Coreana para um
caminho correto. Nós, os comunistas brasileiros, admiramo-a altamente, e
unimo-nos ao povo coreano para celebrar seu 87º aniversário.
Viva à Revolução Coreana!
Viva à União para Derrotar o
Imperialismo, em seu 87º aniversário!
Viva ao Grande Líder Camarada
Kim Il Sung!
UNIÃO RECONSTRUÇÃO COMUNISTA
São Paulo, 19 de Outubro de 2013


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